Depois de mais um carnaval

Depois de mais um carnaval,
em que o ciclo de festas se completa,
mesmo que haja quem não queira
chegamos às cinzas de quarta-feira,
que é, como diz o poeta, o dia que “desce o pano”,
e, portanto, o dia que começa o ano,
que deve se ano de luta
contra o ataque a quem vive do próprio trabalho,
pelo governo autoritário
e o capital parasitário,
o que demanda de nós providências.
Nas ruas e no planalto, e em muitos outros palácios,
pior que feitos de palhaços, que existem para alegrar,
sofremos violações de direitos e todo tipo de violência,
daquelas que dão dor de chorar.
Frente ao Estado-opressão a serviço da corrupção,
é fazendo multidão que podemos exigir respeito,
decência e o direito de seguir vivendo,
e não mais sofrimento como querem os atuais eleitos,
os da igreja do prefeito,
os da escola sem partido,
os imbecis que apoiam o acéfalo “mito”.
É urgente pressionar o congresso nacional,
o supremo tribunal e o imbecil da presidência,
enfrentar os vampiros-banqueiros
que querem mais do nosso dinheiro
e frustrar a reforma da previdência.
O autoritarismo de farda,
o esquerdismo elitista que se pensa vanguarda,
o jornalismo racista, os canalhas de toga-preta,
o conservadorismo, a hipocrisia,
e os políticos serviçais dos picaretas,
ficarão desesperados diante da multidão
e da potência da antropofagia
que vai derrotar o fascismo,
eliminar o coisismo,
barrar o peemedebismo,
superar o lulismo e,
com a fúria feroz da alegria,
vai jogar tudo esse lixo fora
e fazer democracia.
Kairós! É nós! Quem sabe faz a hora.

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